Meu refúgio

Sentimentos e Poesias

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A chuva caia sem parar. As arvores pendiam de um lado para outro como se focem balancos.
No jardim, as flores perdiam suas pétalas que voavam lentamente sem destino.
Nos rios, a correnteza carregava a vegetação das encostas, e, os gravetos se aglomeravam pelo caminho sem saber onde chegar.
Os pássaros se recolhiam, uns tentavam salvar seus ninhos e filhotes. Alguns conseguiam outros tiveram a vida ceifada pelo forte vento que acompanhava a chuva.
E as pedras de gelo gigantes caiam nas vidraças e telhados, o barulho era ensurdecedor.
Nao se via sequer movimento de vida nas ruas tao desertas e assustadoras.
A chuva continuava torrente, o vento uivava. Raramente a cortina se abria, afinal presenciar tal devastação doía a alma e as lágrimas corriam pela face tremula e rosada, até parecia gotas da chuva que caía.
Novamente a cortina se abre, surge um fio de esperança, no horizonte um ponto de luz aparece, era um novo dia.
Tonia Aleixo
Enviado por Tonia Aleixo em 06/04/2020


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